
Proponho a construção de um Brasil e de uma sociedade profundamente democrática, onde o espaço público se afirme com uma crescente participação da população nos assuntos públicos. Desta forma, é a sociedade civil que deve democrática e socialmente controlar o Estado e não este ou aquele. De um lado, esta é a via capaz de impugnar as práticas políticas antidemocráticas e anti-republicanas: o fisiologismo, o aparelhamento, a partidarização, o clientelismo, o corporativismo, o cartorialismo, o autoritarismo, o populismo, o nepotismo, a demagogia, corrupção e a apropriação do patrimônio público pelas oligarquias.
Responder pelas relações com outros povos, regular e estabelecer diretrizes para educação, saúde pública, e concessionárias prestadoras de serviços públicos. Exercer poder de polícia e promover justiça em âmbito federal. Fazer funcionar de maneira harmônica as instituições da República. Com essa visão das funções do Estado da União, pode-se promover e construir um Estado socialmente mais justo e mais democrático, realmente federativo e republicano.
Para tanto, é preciso, em primeiro lugar, declarar sem meias palavras, precisamos de mais Estado para a cidadania e menos Estado para as oligarquias. Portanto é necessário:
– que se fechem as torneiras dos desperdícios de dinheiro público, cortando gastos com mordomias, cartões corporativos, viagens comissionadas, diárias sem prestação de contas e outras fraudes comuns amplamente denunciadas pelo próprio Tribunal de Contas da União.
– que se fechem as torneiras dos dutos da corrupção, praticadas através das compras superfaturadas de fornecedores, dos contratos de obras e serviços com os famosos aditamentos pelos quais se legalizam os superfaturamentos.
– que se acabe com a orgia dos contratos bilionários de publicidade, com campanhas usadas para enganar a população e promover governantes incompetentes, por onde saem as maiores somas para os dutos da corrupção, porque não há meio eficiente de controlar custos de produção e números de inserção em mídias contratadas.
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